domingo, 23 de abril de 2017

Teoria Psicanalítica e a minha analise (eu)


Boa tarde gente.
E hoje eu peguei o computador abri o blog e pensei o que escrever?
Sou estudante no 2° ano de psicologia e antes disso sempre busquei refletir sobre as coisas da vida. Hoje mais teórica fazendo relações de pertencimentos, comparações, analisando comportamento, ação, emoção. Começando a pensar as linhas da psicologia e me fazendo a primeira estrutura de ser dentro dessa funcionalidade, eu cobaia. 
Bem começando por Freud seguimos o pensamento psicanalítico sobre a analise do individuo. 
Então sabemos que Freud criou a psicanálise, valorizando  o inconsciente e a afetividade, como responsáveis pela origem de todos os fenômenos psíquicos. Falou sobre a importância dos primeiros anos de vida na formação da personalidade, a função dinâmica dos objetos recalcados e a unidade da vida mental. Colocou o instinto sexual como mola-propulsora e o inconsciente como responsável por todas a atividade humana. 
Ref: HALL, Calvin S; LINDZEY, Gardner; CAMPBELL, John B.Teorias da personalidade. São Paulo: EPU, 2005.
Dentro do contexto sobre o inconsciente e a afetividade, relacionando com a primeira infância, penso que algumas das analises estratégicas feitas por Freud dizem respeito sobre a minha infância. E isso se remete também quando olho o passado de minhas mães e família vendo tudo se repetir e refletir nas nossas gerações. Eu querendo fazer diferente não até então por conhecimento da teoria, mas por ter fé que todos poderíamos ficar melhores e mais família juntos. (Mães porque tenho a biológica e adotiva, que são parentes próximas). 
Me lembro das histórias contadas pelos meus avós e os mais velhos sobre rejeição, moralidade, perda do materno, trabalho infantil, fuga da guerra, desavenças familiares entre irmãos, o amor mais predileto por um filho ou parente, o asco por outro, segui assim até meus dias de hoje. E a cada situação que se passava eu me questionava tão criança observando as famílias de fora que até então eram modelos, comparando com o que eu tinha eram perfeitas. Igreja pra mim era uma simbologia de devoção e submissão, meu avó respeitava a minha avó mas ela tinha que se submeter a suas vontades, só não questionava o sagrado. O carinho mais visível que presenciei entre eles era que todas as manhãs meu avó madrugava para trabalhar e fazia o café, acendia a caldeira para começar suas massagens em quem se encontrava enfermo com dor nas costas, lesões mais traumáticas, torções, etc. E ele levava café na cama para minha avó, conversavam sobre como seria o dia e ela dizia que ficaria mais um pouco para rezar seu terço matinal. Eu ouvia tudo e viajava na imaginação. Eles não eram carinhosos comigo de uma forma afetiva a deixar transparecer, na verdade nem sei a quem puxei porque apesar de ser adotiva estamos na mesma família de sangue, eu sou a invasão explicita do carinho, por isso penso que me apaixonei pelos animais, pois posso lhes ofertar meu carinho a qualquer momento e sem questionamentos de ser melosa demais. Já com meus pais eram brigas e separação. Nessa altura eu não sabia que eu ia ser adulta, que cresceria um dia, ainda não estava na escola. Minha mãe não me colocou no antigo parquinho hoje educação infantil. Veio então a revelação sobre a minha origem e destino, ficou nas minhas mãos escolher quem eu queria de mãe. Inconcebível isso, eu não sabia o que pensar e menos ainda o que dizer. Tinha que escolher com critérios de não magoar nenhuma delas, oxi e eu? Eu não existia, já era culpada por elas serem irmãs e inimigas, agora eu ficaria no centro dessa rivalidade e teria que escolher o meu troféu como a melhor mãe. Conclusão eu cresci. Responsabilidade pra uma criança de oito anos que não é possível aceitar. Mas era  isso que elas podiam ofertar. Infância delas muito difícil e minha avó mãe delas faleceu quando a caçula nasceu, meu avô sabia que ela não podia ter mais filhos porque morreria, mas machista nem quis saber, satisfez suas necessidades e minha avó se foi. Deixou quatro filhos, separados com o tempo, sofreram com madrastas más de verdade, até que foram sendo encaminhados. Neste contexto Freud diria que essa família estaria doente no amor, o ódio seria o amor que adoeceu. Esse contexto marcou as mulheres da família pois meu avô não responsável teve mais mulheres e filhos, inclusive que a pouco foram registrados com seu sobrenome pois nem registro ele fez de seus caçulas. Faleceu com câncer, conseguiu uma geração de filhos mais novos que eu, meus tios com um jeito diferente de conduzir emoções e sentimentos. Tenho uma tia muito parecida comigo no amor gratuito e espontâneo. Tentamos manter a família pequena mas tão separada unida. Tantas vezes nossos esforços são em vão. Mas voltando para Freud, aqui alguns estágios já se passaram eu reproduzi a busca pela figura paterna, pois não conheci meu pai biológico e meu tio que me criou já faleceu. Hoje eu já entendi e encerrei essa busca, mas quando mais nova fiz escolhas baseadas nesse trauma e em todos. Consigo ver a evolução da minha psique nas fases da minha vida. O id, ego e superego agindo em cada etapa do meu desenvolvimento, lembro bem da figura do iceberg, e comecei a entender que as outras famílias também eram como a minha e eu só enxergava a ponta dentro da minha eu via todo o iceberg. Minha personalidade era inconstante, insegura, imatura, explosiva, mas amorosa, inocente, curiosa, pensativa, critica, como eu estava trabalhando tudo aquilo eu juro não sei dizer. Desenvolvi uma ansiedade que não controlava, posso até pensar na ansiedade de realidade o medo dos perigos reais no mundo externo, meu pai adotivo era meu herói, minhas mães viraram vilãs me obrigando a escolher uma delas, minha família tinha preconceito sobre mim, e o julgamento do que eu seria começou a ser debatido nas rodas familiares. Falavam das minhas mães em coisas mais pejorativas que me machucavam a alma. Os que se diziam normais e tradicionais nos julgavam e apontavam, eu não era a filha esperada por ninguém. Estava vivendo um favor, e as minhas mães então, meu Deus sofreram até com pedofilia, alguns tios já falecidos, meu Deus. Quem exporia a família a essa vergonha? Mas poderiam expor crianças que perderam a mãe e ficaram a mercê de um pai inconsequente e irresponsável. E os meus tios que foram afastados delas que sofreram tanto com ódio e até hoje são rancorosos e não são capazes de se verem irmãos. Freud veria essa célula muito doente. E as defesas do meu organismo foram trabalhando para que eu não fosse a falência psíquica.
E vocês? Também falam para não adoecer, escrevem para não adoecer? Para refletir e compreender seus traumas e suas emoções? Entendem que precisamos de ajuda para falar, ser ouvido e limpar o tóxico dentro da gente? Não tenho ainda uma linha escolhida na psicologia para atender, estou estudando e conhecendo uma a uma, ser minha cobaia aqui vai me ajudar nos estudos, faço terapia na teoria cognitivo comportamental e neuropsicologia. Libertei a minha psique tentando não reprimir o que preciso resolver e dói porque não depende só de mim. A terapia me ajudou demais e quando eu me ajudei eu ajudei a minha família. E isso é que me dá força pra continuar tanto que quis essa profissão pra mim. Ser psicóloga é uma missão pra mim. Se passei por tanta coisa e o que era dor hoje eu consigo sentir como superação e possibilidade de amor, não vou desperdiçar a oportunidade de fazer o que acredito e amo. Somos seres doentes que precisamos aprender sobre amar. 
Beijo gente e bora lá pra mais uma semana, que seja abençoada. 
Responderei aos comentários. Grata. 

sábado, 22 de abril de 2017

Sobre mim...


Fase nova diferente...opa mudei um pouquinho em alguns aspectos, não dá pra mudar muito tão cheia de defeitos. Mas do autoconhecimento posso dizer que aprendi. Valores e prioridades, sim faz parte da mulher que pensa e anseia por mudanças. O que me trouxe até aqui foram meus dias de glória, tristeza e fracassos, acompanhados com a incansável sede pela vida. E aos poucos minha vida foi mudando de cor e tom, mas percebo que também as dificuldades vieram mais marcantes, posso assim dizer. E hoje sinto o peso do que fui com minhas ilusões e do que me tornei com minhas realidades decepcionantes.  Ah sim isso é viver. Saber que ansiamos por uma linear padronização social e cultural, nós mulheres seguimos inconscientemente imitando nossas mães, avós, tias, na ânsia do ser feliz para sempre, ou como eu presenciei e repeti, viver submissa para sempre, ou separada. Enfim trágico mas necessário, até descobrirmos quem somos, o que queremos, o que podemos e não podemos e como lhe dar com tudo isso. Dessa vez me marquei muito e não ficou nem uma lembrança quando ouço ou assisto filmes relacionados ao relacionamento passado. Como se uma borracha viesse e apagasse os motivos pelo qual me apaixonei, amei e depois me submeti. Incrível, chego a dizer libertador. E sobre sentir solidão, aprendi que não está relacionada a um relacionamento amoroso conjugal, mas a solidão pode ser até da gente com a gente mesmo, da família, do amigo, do vizinho, colega de trabalho. É pretensioso dizer de solidão só pra quem namora, casa ou fica. E isso é a melhor coisa de sentir porque me trouxe uma paz imensa. Suavidade para o despertar das manhãs, é como se eu fosse agora um livro com folhas novas e brancas e até com tons lilás, pois o livro é meu e crio e escrevo nele como quiser. E vamos seguindo os dias sabendo que a gente aprende a lidar com dias ruins, que você não é o que os outros pensam, tudo bem sentir muito, não pedir desculpas por quem você é, os fortes choram, porém sozinhos, que não podemos nos culpar por aquilo que não dependia só da gente, que não existe príncipe encantado, no máximo um cara legal e cheio de defeitos como você, mas super disposto a te amar, que você não tem que se diminuir para caber em abraços e encontrar com beijos. Que tudo bem se você for de ler e não do lar, e que as vezes tem que doer como nunca para não doer nunca mais...Mas essas são lições que volto aos seus capítulos todos os dias, porque só se tira lição do que se aprende, só se aprende quando se analisa, estuda e muda. E como sou repetente nessa matéria de viver, preciso estudar e guardar as lições para me servirem de norte. 
É isso aí vida segue, beijo  

Aprendi sobre amor próprio só agora com 4.1, antes tarde do que nunca

Lindo é quando você olha pra pessoa que você ama e ela sorri pra você

Sou apaixonada por cavalos e aí fiz minha primeira tatuagem.

Dois pés movem meu corpo, quatro patas movem minha alma